Apresentação

Os Humanos vieram a este mundo há 1035 anos atrás. Não foram os primeiros a chegar a esse mundo, nem os primeiros a conquistá-lo. Sua dominação foi, predominantemente cultural, criando aliados e formando cidades e reinos tão vastos e tão organizados que os outros povos quer se juntavam a eles e eram incorporados, quer rejeitavam sua civilização e permaneciam isolados em bolsões atrasados. Halflings, Mojh, Gigantes, Anões, Devas, Golias, Sendasti, Sirrians, Illonis e os vários tipos de Saurians ingressaram, em maior ou menor escala, na cultura Humana, enquanto Elfos, Gnomos, Shifters, Goblins, Orcs e Ogros excluíram-se das rotas de comércio e trocas de valores e ideias.
A dominação Humana parecia completa e inabalável até o dia em que o Rei Alassan, de Chaun – o maior reino Humano do mundo – convocou seu povo no dia da Celebração do Ingresso para apresentar seu sucessor. O povo sob a sacada ficou boquiaberto ao descobrir que este não era um dos destemidos filhos do Rei ou um de seus sábios conselheiros, mas uma criatura nunca dantes vislumbrada, uma figura humanóide, emaciada, com a pele roxa e grandes olhos líquidos que se contentou em mexer os tentáculos à volta de sua boca como resposta à coroação. Para maior consternação do povo, o Bispo de Chaun imediatamente consagrou a coroação.
Esse dia é considerado o marco da chegada dos Illithids e sua enorme Horda do Fogo Mental no mundo e sua quase instantânea tomada de todos os centros de decisão do mundo. Humanos ofereciam coroas, tronos e cadeiras de conselho para os Flageladores de Mentes, reis Anões lhes honravam com a posição de Conselheiro-Mor junto a cada trono e as rainhas dos elfos recolheram-se das cortes deixando Illithids como regentes.
A conquista do mundo durou pouco mais de três anos e envolveu pouquíssimos combates. O mais famoso, sem dúvida, foi o confronto de cem dias entre o colossal dragão vermelho Vermitag contra mil membros da Horda do Fogo da Mente liderados por um general comandando a Nau Sombria conhecida como Calafrio. O local da batalha converteu-se no Deserto dos Sussuros e Vermitag hoje voa, submisso e preso com uma coleira, ao lado de Calafrio onde quer que esta vá.
Resistências se formaram, é claro. Mas qualquer resistência forte e organizada foi rapidamente esmagada. Restam, notáveis, as inúmeras tribos dos goblinóides, desorganizadas e numerosas demais para serem facilmente dominadas e alguns clãs de elfos da floresta. Da mesma forma, a Terra dos Doze Horrores, dominada por Desmortos que parecem resistentes aos poderes dos Flageladores, ainda resistem ao jugo, mas permanecem isolados do restante do mundo e não fazem esforços para romper o cerco a que foram submetidos.
Além dessas, durante o solstício de verão do Ano Mil, a grande cidade-estado de Bastillar rebelou-se contra o jugo Illithid e por quatro anos obteve incontestáveis e contínuas vitórias contra a Horda do Fogo da Mente. A rebelião de Bastillar chegou a tomar conta de cidades vizinhas e suas ideias inspiraram muitos. Liderados por um grupo de aventureiros convertidos em líderes e heróis, a cidade só caiu quando estes sumiram sem deixar vestígios e não vieram testemunhar o segundo sítio à cidade. Até hoje ninguém sabe explicar como a rebelião foi possível e o que era o Clarão que tomava conta dos céus pouco antes das vitórias mais importantes da rebelião.
Há quem acredite que é tempo novamente de tentar organizar um levante contra a Horda e seus mestres, talvez buscando alianças com Dragões adormecidos ou com os Desmortos, mas ambos demonstraram-se particularmente relutantes em envolverem-se nos afazeres do mundo. Outros acreditam que é necessário repetir o Clarão, ou encontrar o último filósofo divino, o cardeal que, um dia antes da invasão Illithid, no dia em que tornar-se-ia papa da Igreja (Humana) declarou ter tido uma visão terrível e sentiu-se obrigado a desaparecer com um cajado e roupas velhas para perambular pelo mundo.

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